Opiniões Master D – Curso de Auxiliar de Geriatria
A nossa e-tutora Daniela Fonte, dos cursos de Auxiliar de Educação Infantil e BabySitting e de Auxiliar de Geriatria, encontrou-se com uma formanda sua para uma conversa informal da mesma. A Otelina já deixou a Master D, mas antes de sair deixou-nos uma opinião.
Leia a entrevista
Daniela (D) – Olá, hoje vamos falar com a Otelina Carvalho, que concluiu há pouco tempo a formação em Auxiliar de Geriatria e vamos tentar perceber como é que foi o seu percurso aqui na Master D.
Otelina (O) – Olá, bom dia!
D – Otelina, a primeira pergunta que lhe faço é o que sentia antes de ter ingressado na formação da Master D.
O – Eu sempre trabalhei na área. Desde muito jovem sempre lidei com idosos.
Acontece que eu achava que queria aprender mais. Cuidar de um idoso não é só tratar em si o idoso. É conhecer tudo o que envolve ser idoso: o contexto em que foi criado, a sua cultura, o seu grau de dependência ou independência.
Perceber para poder prestar um melhor serviço a uma pessoa que realmente precisa. Porque todos os idosos são diferentes e foi por isso que gostei de ingressar aqui.
De facto, estou a trabalhar onde estou a trabalhar e continuaria sem ser preciso ingressar. Mas acho que é sempre uma mais-valia estudar porque aprendi que não é tarde a gente estudar, seja em que área for.
D – Nunca é tarde! Então, esse conhecimento que foi adquirido no decorrer da sua formação, o que é que foi sentindo? Ao longo dos passos que ia dando, dos progressos que ia tendo, dos seus sucessos…
O – Comecei a olhar para o idoso de uma maneira diferente, de facto. Olho para o idoso e, de facto, percebo se a pessoa foi criada nas aldeias, se foi na cidade. São pessoas diferentes!
D – E a formação foi ajudando nesta interpretação…
O – E o primeiro módulo foi onde eu fui aprendendo que de, facto, nós, desde pequeninos até chegarmos à idade da velhice, realmente tem tudo ali focado.
D – Somos um reflector de qualquer momento da nossa vida. Somos um reflector daquilo que vivemos, sem dúvida. E ainda bem que conseguiu ter essa percepção. Agora que já concluiu a formação na totalidade, incluindo também o exame final, como é que se sente?
O – Sinto-me muito melhor preparada. Muito mais preparada a todos os níveis. Tenho uma melhor convivência até com as colegas de trabalho. Porque também tivemos aqui [sessões de grupo] a maneira de como a gente deve trabalhar em equipa, respeitar o outro – eu era muito impulsiva e, por vezes, tinha esses impulsos. E eu aqui aprendi isso.
D – Frequentou os workshops e essas actividades…
O – Nos workshops, nas jobskills, nos webinars… Aprendi muito isso.
Porque conforme nós lidamos com as colegas também interfere com o bem-estar do idoso. Se nós tivermos bem, eles estão bem.
E é isso que, por vezes, em sala e onde estivermos temos que ter cuidado com as conversas que temos com as colegas, porque elas estão muito atentas àquilo que a gente fala.
E se nós transmitirmos agressividade ou que não estamos satisfeitas, elas sentem-se tristes.
D – E conseguiu perceber esses elementos…
O – Exacto. E aqui ajudou-me muito nesse autocontrole e a perceber também o outro. Não posso pensar só em mim, apesar de já ter idade que tenho. Mas a gente está sempre a aprender uns com os outros. E aqui ajudou-me muito nessa parte.
D – Conseguia nomear uma Jobskill, Workshop ou Masterclass em que tenha participado e que tenha sido muito importante ou que tenha gostado.
O – Gostei muito do workshop do auto-controlo.
Participei num de estudo sobre sexualidade no idoso que também gostei imenso porque é um tema ainda hoje considerado tabu. E foi interessante e acho que deveriam alongar mais esse tema para percebermos melhor ainda.
D – Podemos ter sido dos primeiros a partir o tabu e é continuar…
O – Porque são temas, como já disse, tabu e as pessoas não gostam de conversar. Só que só a falar abertamente das coisas é que se…
D – É que se pode compreender, não é?
O – Um idoso tem direito a amar como os jovens. É igual. E, às vezes, amar é a atenção, o carinho, é o estar presente um para o outro, sim.
D -Exactamente.
Obrigada, Otelina!
O – Eu é que agradeço aqui à Master D, que me ajudou a crescer também a mim mais um pouco.
D – Muito obrigada! E todos nós crescemos consigo também, Otelina.
O – Obrigada por tudo. À Master D e à Daniela e a todas as preparadoras que são muito simpáticas. É verdade. E desejo a todas as formandas de Auxiliar de Geriatria que tenham imenso sucesso!
Mas, principalmente, que gostem daquilo que fazem. Porque aquilo que nós somos e aquilo que conseguimos transmitir, o idoso vai sentir tudo.
Obrigada Master D!
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